EVO Filmes produz material para brasileiro admitido no MIT

A Evolução Filmes teve o prazer de produzir alguns materiais de vídeo dança para João Paulo Krug, um dos 2 brasileiros admitidos no MIT. Os vídeos foram parte da documentação para o processo seletivo. 


CONFIRA NA ÍNTEGRA A MATÉRIA DO PORTAL G1

Dançarino e inventor: dois brasileiros são aceitos para graduação no MIT

João Paulo Krug Paiva de Curitiba quer estudar dança e física.
Felipe Roz Barscevicius também foi admitido e quer estudar engenharia.

Vanessa FajardoDo G1, em São Paulo
João Paulo Krug dança pela Cia Lotus, de Curitiba (Foto: Arquivo pessoal)João Paulo Krug dança pela Cia Lótus, de Curitiba (Foto: Arquivo pessoal)
Admitido para fazer a graduação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, uma das instituições mais importantes do mundo, o brasileiro João Paulo Krug Paiva, de 17 anos, nem pensa em se render ao mundo da ciência e tecnologia. Ele quer continuar a carreira na dança de rua que começou há seis anos em Curitiba (PR).
No MIT, além de dança, ele pretende estudar física. Na graduação norte-americana é possível mesclar disciplinas de diferentes campos do conhecimento. “Meu plano A é viver da dança. Não é uma opção parar. Se tiver de parar, vou buscar outra alternativa", diz João Paulo.
MIT anunciou os novos alunos aceitos para a turma que se forma em 2020, na última segunda-feira (14), no Dia do (número) Pi. Além de João Paulo, o estudante Felipe Roz Barscevicius, de 17 anos, foi o segundo brasileiro admitido. No total foram aceitos neste ano 1.485 alunos, destes 9% são internacionais, incluindo os brasileiros. Mais de 19 mil alunos aplicaram.
Felipe já tem a engenharia no DNA, os pais seguem a profissão e desde criança gosta de montar, desmontar brinquedos e criar. Sua última invenção é um quadriciclo com suspensão - ele fez vídeo mostrando a obra e enviou aos selecionadores do MIT. 
João Paulo Krug dança há seis anos (Foto: Arquivo pessoal)João Paulo Krug dança há seis anos (Foto: Arquivo pessoal)
João Paulo e a dança
Há seis anos ele pratica dança de rua e hoje integra a Lótus Cia de Dança, em Curitiba. Mantém uma rotina rígida de ensaios que chegam a ocupar até 70 horas de sua semana. Sua história com a arte começou quando uma professora do ensino fundamental o convidou para uma competição. Hoje viaja com a companhia para competir em todo o país.
“Comecei a dançar hip hop no colégio, depois minha participação na dança foi crescendo. No último ano passei mais tempo no estúdio do que na escola”, diz.
Cheguei a estudar para uma olimpíada 70h por semana e também a ensaiar este mesmo tempo"
João Paulo Krug Paiva, de 17 anos
Além do application (processo seletivo para disputar vagas na universidades norte-americanas), João Paulo também prestou alguns vestibulares. Passou em primeiro lugar no curso de física da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em primeiro lugar em dança na Universidade Estadual do Paraná (Unespar). A vontade de estudar nos Estados Unidos veio também pela possibilidade de unir as duas áreas.
“Aqui no Brasil eu não poderia ocupar duas vagas em instituições públicas, apesar de ter passado no vestibular. Nos Estados Unidos, eles estimular conciliar duas áreas de interesse. Além do mais, eles são o berço da dança de rua.”
No histórico de atividades extracurriculares, muito valorizadas pelos selecionadores das universidades americanas, João Paulo ainda possui a participação em olimpíadas estudantis. No ano passado, na Olimpíada Internacional de Astronomia, realizada na Indonésia, teve a maior média entre os competidores da América Latina.
No entanto, para ele, o diferencial de sua candidatura foi mesmo a história na dança. “Em olimpíada tem gente muito mais forte do que eu. Na Indonésia, por exemplo, havia 400 competidores e fiquei em 80º lugar. Havia 79 alunos melhores do que eu.”
Em comum entre as várias atividades que desempenha, João Paulo tem algo que pode levá-lo longe em qualquer que seja sua escolha: a determinação. “Cheguei a estudar para uma olimpíada 70h por semana e também a ensaiar este mesmo tempo. São atividades que por serem opcionais, não serem obrigatórias, me dedico. E todo o esforço é espontâneo.”
Felipe Roz Barscevicius com a mãe Rosana e o pai Paulo (Foto: Arquivo pessoal)Felipe Roz Barscevicius com a mãe Rosana e o pai Paulo (Foto: Arquivo pessoal)
Com a cabeça fora da Terra
Filho de engenheiros, Felipe Roz Barscevicius, de 17 anos, gostava de desmontar os carrinhos na infância. Cresceu sendo incentivado a estudar e inventar. “Queria saber como as coisas funcionavam. Aos 7 anos, meu pai me ajudou a montar um foguete”, diz.
Felipe nasceu em Sorocaba, no interior de São Paulo, mas está morando na capital. Ele cursa engenharia mecânica na Poli-USP. Quis garantir a vaga, que já passou no vestibular, e não saberia se seria aceito no MIT.
Gosto do empreendedorismo e queria desenvolver soluções inovadoras para a área de foguetes. Imagina fazer um combustível com fotossíntese?"
Felipe Roz Barscevicius, de 17 anos
Ainda precisa da resposta sobre o pedido de bolsa de estudo para saber se vai, de fato, se mudar para os Estados Unidos. A vontade é estudar engenharia aeroespacial, o sonho trabalhar na Nasa ou em alguma outra agência. “Quem sabe um dia não saio do planeta!?”, pergunta.
Durante o ensino médio, Felipe também participou de olimpíadas. Foi para a Indonésia, na equipe que João Paulo também integrou, representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Astronomia.
No currículo de atividades extracurriculares ainda tem a participação na competição de foguetes fabricados por garrafas pets. Em 2014, sua equipe garantiu o recorde entre os competidores do hemisfério de sul na distância percorrida por um foguete: 333 metros.
Para o application Felipe gravou um vídeo mostrando uma de suas invenções: um quadriciclo com suspensão que criou. “Vou sentir falta dos meus pais e dos meus amigos, mas acho que vou me dar bem morando fora. Gosto do empreendedorismo e queria desenvolver soluções inovadoras para a área de foguetes. Imagina fazer um combustível com fotossíntese?”
Equipe de estudantes brasileiros que participou da Olímpiada Internacional de Astronomia e Astrofísica (Foto: Divulgação)Equipe de estudantes brasileiros que participou da Olímpiada Internacional de Astronomia e Astrofísica (Foto: Divulgação)
Felipe Roz e João Paulo Krug em um dos treinamentos para a Olimpíada Internacional de Astronomia (Foto: Arquivo pessoal)Felipe Roz e João Paulo Krug em um dos treinamentos para a Olimpíada Internacional de Astronomia (Foto: Arquivo pessoal)